sábado, 8 de agosto de 2015

have to touch myself to pretend you're there

your hands were on my hips
your name was on my lips



Na mesa ao lado alguém traz o teu cheiro e senta-se ao pé de mim. Não traz mais nada, só aquele perfume que se agarrou à minha roupa certa vez, que jurei não mais esquecer.
Recosto-me e inspiro-te, expiro-te ofegante por mais, deixo que me entres no corpo e me sufoques, desespero pelo teu toque demorado, pela tua pele atrasada, e entretanto o cheiro vai-se, mas tu não vais com ele.

Chego a casa, dispo-me, procuro a tua fragrância nas peças da minha roupa, espalho-as pelo chão, só sinto o cheiro dos cigarros que não fumei, e tu não estás em parte nenhuma, tu deixaste-te ir

e eu não implorei que ficasses.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

she was Lo, plain Lo, in the morning

há uma pressão na forma como olhas para mim


e eu quero


sentir


essa pressão




em todo o corpo


como se o meu corpo fosse cama
e vivesses todas as noites na insónia
de olhos semi-abertos e movimentos leves
de um sono desmedido e uma vontade de dormir tão necessária
quase sem forças para mexer os músculos pesados
mas numa ânsia pelo sonho tão invulnerável
que serias incapaz de ir

seria
a veemência e impetuosidade
de me pertenceres