terça-feira, 12 de maio de 2015

naquela tarde, em frente ao metro

devia ter beijado com mais força, sem medo de sermos vistos, porque tu não tinhas medo. tive eu. e não te beijei mais desde então. e não há nada que queira mais desde então.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

sugar

Beija, encosta, deita, despe.
Encaixas na minha boca na perfeição, sabes-me a doce, gemes suavemente, e eu engulo toda a tua ternura como o meu licor preferido.



segunda-feira, 4 de maio de 2015

um senhor

Enquanto faz o trabalho dele, estica o corpo, e pela boca saem gemidos quase silenciosos, do esforço. E eu passo a ouvi-los como se estivessem no meu ouvido, como se eu estivesse a ser pressionada contra a parede. As mãos têm os dedos grossos, a barba grisalha, tal como o cabelo. Por mim fechava a porta e despia-me, tirava-lhe tudo das mãos e dizia: geme para mim.