terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ainda tenho muita dor para sofrer. As pessoas insistem no conceito de ser feliz, mas eu ainda não tive tempo para sentir a dor.
Vou afogar-me sempre nestas ondas, para toda a minha vida, vou sufocar sempre no mesmo oceano.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dia 0

Não dá para imaginar o esforço que fiz para não me agarrar a ele quando começou a chorar. Para não lhe dizer para tentarmos outra vez. O esforço que fiz para admitir que não havia mais nada a fazer. Que hoje foi o fim.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Ontem à noite desfiz-me num pranto. Duas horas depois de andar às voltas na cama sem conseguir adormecer, não aguentei e deitei tudo cá para fora.
O facto de ser calculista só tem as suas vantagens em determinadas situações. Antes de dormir, não é uma delas. Tenho a consciência que estou quase a bater no fundo, mas de cada vez que tento imaginar uma saída, a minha cabeça refuta-a com todas as possibilidades que teria que enfrentar se a escolhesse. Sei que vou ter que acabar por fazer alguma coisa, só ainda não sei o quê.
Acho que ando doente. Pelo menos, tenho-me sentido pior. Não tenho vontade de ir ao médico, porque tenho medo do que possa acontecer por lá.